Não consigo dormir. Penso em tudo, a cabeça vagueia por todo o lado, pára apenas o suficiente para tomar balanço para o salto seguinte.
Percorro a minha vida de ontem, e os anos que a antecederam, rio-me do que me divertiu - ainda não me recompus do que me entristeceu - não hesito em avançar, experimentar.
Parto com a segurança do regresso incerto (uma certeza escrita com pulso fraco é melhor que a dúvida gritada?), asseguro-me que a bússula funciona, mesmo que para isso tenha de ficar; sem ela não me posso afastar, sem ela não me posso afastar, duas vezes para não me esquecer.
Hoje escolhi uma estrela para ti, daqui a uns meses devolvo-ta, juntos para sempre.